10 de novembro de 20 by MASTER LEADER

Liderança de equipes remotas

Nos últimos anos, o avanço da tecnologia vem estimulando o surgimento do trabalho remoto em diversas organizações. Alguns estudos já demonstram os benefícios do trabalho à distância, como por exemplo, o aumento na produtividade, maior qualidade de vida, redução de custos, maiores possibilidades de contratação e melhoria no meio ambiente. Isso faz com que cada vez mais as empresas estejam preparando-se para adotar esse novo formato de trabalho. No entanto, algumas pesquisas também demonstram os desafios para os colaboradores nesse cenário, como: saber desconectar depois do trabalho, solidão, colaboração, comunicação, motivação, dificuldades com a tecnologia.

Surge a importância do desenvolvimento da liderança para uma nova atuação. Saber liderar à distância será uma habilidade muito valorizada e requisitada no mercado de trabalho.  O líder nesse contexto terá que aprender a criar um ambiente de segurança para que a equipe possa ter uma atuação mais autônoma e independente. Envolve fortalecer as relações, apoiar, orientar, envolver as pessoas na solução dos problemas. O desempenho estará atrelado à entrega das atividades e não à quantidade de horas de trabalho. Nesse contexto, existem 5 pilares que devem estar no foco de atenção da liderança para que consigam liderar de forma efetiva as equipes remotas:

  1. a) Estrutura: envolve a adequação do local de trabalho, tecnologia que será utilizada, apoio na autogestão das atividades, construção de novos hábitos para o trabalho à distância. É fundamental que a liderança tenha empatia em identificar as necessidades e dificuldades individuais que surgirão e como podem dar suporte para facilitar esse processo.
  2. b) Direção: construir um propósito e uma visão para a equipe. O propósito é que irá gerar motivação para a pessoa, quando estiver realizando as suas atividades. Nessa etapa também é importante definir os papeis e responsabilidades, as metas, prioridades, como o trabalho será acompanhado. Na gestão à distância as atividades devem ter ciclos mais curtos de entrega, facilitar o processo de acompanhamento.
  3. c) Comunicação: existe uma diferença entre “estar conectado” e “sentir-se conectado”. A comunicação na gestão de equipes remotas é fundamental, pois tem um grande impacto no engajamento do colaborador. A liderança deve construir um plano de comunicação, definindo o que pode ser comunicado por e-mail, documentos compartilhados, ou por meio de reuniões. É preciso construir um ritual de reuniões buscando um equilíbrio entre reuniões de equipe e individuais, entre reuniões voltadas para o follow-up das atividades, e reuniões voltadas para o aprendizado e desenvolvimento.
  4. d) Desenvolvimento: este é um dos pontos mais importante da liderança. No ambiente remoto o líder deve focar no empoderamento do liderado, uma vez que esta pessoa atuará de forma autônoma. O empoderamento acontece a partir da delegação de atividades, sendo que estas devem ser feitas de forma progressiva, conforme a competência da pessoa. Além disso, o líder deve identificar os fatores que podem impactar a performance da pessoa e quais competências ela precisa desenvolver, para então construir planos de desenvolvimento individuais.
  5. e) Equipes: a liderança deve investir na construção das equipes remotas. Quando as equipes estão atuando de forma presencial, a interação das pessoas facilita esse processo, mas na gestão à distância a liderança terá que colocar foco no team building. Quando existem muitos conflitos no time ou pouca integração dos participantes, pode surgir uma diminuição na entrega e performance da área. Além disso, a liderança deve estimular a troca de aprendizagem em equipe, construindo um ambiente de co-criação para a resolução dos problemas da equipe.